Algumas dores que começam no pescoço podem se espalhar para a escápula, ombro, braço, antebraço ou mão. Em alguns casos, esse comportamento pode estar relacionado à irritação ou comprometimento de uma raiz nervosa cervical.
Vamos observar como os seus sintomas respondem a alguns movimentos simples.
Selecione todas as regiões em que sente dor, formigamento, dormência ou outra sensação diferente.
Algumas situações precisam de avaliação profissional e não devem ser investigadas apenas por esta página.
Movimento 1 — Retração cervical
Como fazer: leve lentamente a cabeça para trás, como se estivesse fazendo uma pequena “papada”. Volte à posição inicial.
Realize até 10 repetições confortáveis. Não force o movimento.
Enquanto realiza, observe principalmente: o que aconteceu com os sintomas no braço, escápula ou mão?
Faça somente se o primeiro movimento não provocou piora importante ou progressiva.
Primeiro leve a cabeça para trás. Mantendo essa posição, movimente lentamente a cabeça olhando progressivamente para cima. Retorne.
Interrompa caso os sintomas aumentem de forma importante ou se espalhem progressivamente para o braço ou mão.
É observar para onde os sintomas estão indo.
Braço → ombro/escápula → pescoço
Quando sintomas mais distais diminuem ou se aproximam da coluna durante determinados movimentos, essa resposta pode fornecer informações importantes durante uma avaliação mecânica.
Se os movimentos não modificaram claramente os sintomas, isso isoladamente não permite determinar a origem da dor. Outros movimentos e testes podem ser necessários.
Pescoço/escápula → braço → antebraço/mão
Se determinado movimento faz os sintomas avançarem para regiões mais distantes do membro superior, essa resposta deve ser considerada na avaliação. Não continue insistindo em um movimento que esteja provocando piora progressiva.
Este resultado é educativo e não confirma nem exclui radiculopatia cervical.
Durante os movimentos, seus sintomas se espalharam pelo braço ou você relatou sintomas como formigamento, dormência ou perda de força. Isso não confirma uma radiculopatia, mas justifica uma avaliação clínica mais detalhada da coluna cervical e do sistema nervoso.
Encontramos um movimento capaz de modificar a localização ou intensidade dos seus sintomas. Essa informação pode ser clinicamente útil para entender o comportamento mecânico da sua dor. Uma avaliação presencial permite confirmar esse padrão e determinar se existe uma preferência de movimento que possa ser utilizada no tratamento.
Os movimentos realizados não modificaram significativamente seus sintomas. Isso não significa que não exista um problema cervical ou neural. Existem outras estruturas e mecanismos que precisam ser diferenciados durante uma avaliação clínica.
As raízes nervosas saem da coluna cervical e participam da formação dos nervos que seguem em direção ao membro superior. Quando uma dessas raízes é irritada ou comprometida, os sintomas podem envolver não apenas o pescoço.
Dependendo do caso, também podem existir alterações de sensibilidade, reflexos ou força.
Ela procura entender por que seus sintomas estão acontecendo.
Na Mokusô, a avaliação combina o comportamento dos sintomas com exame físico e testes específicos para determinar a melhor estratégia para cada caso.