Receber um laudo com “hérnia de disco” costuma gerar preocupação. Mas existe uma diferença importante entre ter uma alteração no exame e essa alteração ser responsável pelos sintomas.
Hérnia de disco sempre dói?
Não. Alterações discais podem estar presentes em pessoas sem dor. Por isso, a imagem precisa ser interpretada junto com os sintomas e o exame clínico.
Quando ela pode estar relacionada aos sintomas?
A suspeita aumenta quando existe coerência entre o nível da coluna envolvido, o trajeto da dor, alterações de sensibilidade ou força e a resposta do paciente a movimentos e testes específicos.
E quando a dor desce pela perna?
Uma hérnia pode irritar uma raiz nervosa e produzir dor irradiada, formigamento, dormência ou fraqueza. Esse quadro pode ser compatível com radiculopatia, mas precisa ser diferenciado de outras fontes de dor.
Hérnia significa cirurgia?
Não necessariamente. Muitos quadros são conduzidos inicialmente de forma conservadora, conforme sintomas e avaliação. Situações com déficit neurológico importante ou sinais de alerta precisam de avaliação médica específica.
Quando o achado da imagem combina com o quadro clínico, a conduta ainda depende de função, força e comportamento dos sintomas. A fisioterapia para dor e reabilitação pode trabalhar movimento, tolerância à carga e retorno gradual às atividades. Se sua dúvida começou depois de ler o laudo, veja também como interpretar uma hérnia descrita na ressonância sem analisar a imagem isoladamente.
Seu exame mostrou uma hérnia?
O próximo passo é entender se ela realmente se relaciona ao que você sente.
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Entenda também como interpretar o achado de hérnia na ressonância e por que nem toda dor na perna é simplesmente “ciático”.
Referências
Brinjikji W, et al. MRI Findings of Disc Degeneration are More Prevalent in Adults with Low Back Pain than in Asymptomatic Controls. AJNR. 2015;36:2394–2399. DOI: 10.3174/ajnr.A4498.
Hartvigsen J, et al. What low back pain is and why we need to pay attention. The Lancet. 2018.



