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Tontura acompanhada de zumbido: o que pode significar?

Tontura e zumbido juntos podem ocorrer em diferentes condições, incluindo alterações do ouvido interno, e não confirmam por si só a doença de Ménière. A duração das crises e as mudanças na audição ajudam a distinguir as possibilidades; perda auditiva súbita exige urgência. Entenda por que a avaliação auditiva e vestibular deve orientar o tratamento.

Você percebe um apito no ouvido, sensação de pressão ou mudanças na audição junto com a tontura? Esses sintomas podem ocorrer em diferentes condições. O momento em que aparecem e a evolução da audição são importantes para orientar a investigação.

O que pode causar tontura e zumbido?

Uma das possibilidades é a doença de Ménière, associada a episódios espontâneos de vertigem e manifestações auditivas como zumbido, ouvido cheio e alteração da audição. A migrânea vestibular e outras condições do ouvido também podem apresentar sintomas semelhantes. A combinação de tontura e zumbido, sozinha, não confirma Ménière.

Quais sintomas merecem atenção?

  • Vertigem em episódios que duram minutos ou horas.
  • Zumbido e sensação de pressão em um dos ouvidos.
  • Audição que parece variar durante ou entre os episódios.
  • Instabilidade que persiste entre as crises.

Uma perda auditiva que aparece subitamente é uma situação diferente e exige avaliação médica urgente.

Como é feita a avaliação?

É importante conhecer a duração das crises, o histórico auditivo, os sintomas de migrânea e as condições clínicas associadas. A avaliação otorrinolaringológica e a audiometria são especialmente importantes quando há suspeita de doença de Ménière. A avaliação fisioterapêutica pode identificar limitações de equilíbrio, marcha e estabilidade do olhar, quando presentes.

Como funciona o tratamento?

A conduta depende do diagnóstico. No caso da doença de Ménière, o acompanhamento médico orienta o controle das crises e o cuidado auditivo. Se houver desequilíbrio crônico e indicação clínica, a reabilitação vestibular pode ajudar no equilíbrio e nas atividades cotidianas. Ela não substitui o tratamento médico das crises nem recupera diretamente a audição.

O que dizem as evidências científicas?

A diretriz de 2020 da American Academy of Otolaryngology–Head and Neck Surgery recomenda audiometria na investigação de Ménière e reabilitação vestibular quando há desequilíbrio crônico. A mesma diretriz não indica reabilitação para tratar as crises agudas da doença.

Quando procurar ajuda?

Perda súbita da audição, com ou sem zumbido e tontura, exige avaliação médica urgente. Não espere a audição voltar espontaneamente. Alteração da fala, fraqueza, visão dupla ou dificuldade súbita e importante para caminhar também são sinais de emergência.

Investigue a origem da sua tontura

Uma avaliação ajuda a identificar se existe indicação de reabilitação vestibular ou necessidade de acompanhamento médico específico.

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Referências científicas

Basura GJ, et al. Clinical Practice Guideline: Ménière’s Disease. 2020.
Chandrasekhar SS, et al. Clinical Practice Guideline: Sudden Hearing Loss. 2019.

Reabilitação vestibular: como os exercícios ajudam a recuperar o equilíbrio?

A reabilitação vestibular utiliza exercícios individualizados para melhorar estabilidade do olhar, equilíbrio e marcha quando existem limitações relacionadas a determinadas condições vestibulares. Ela não substitui as manobras de reposicionamento indicadas para a VPPB. Descubra como a avaliação define o tipo de exercício, a intensidade e a progressão adequada.

Você já sentiu que a visão perde a estabilidade ao caminhar ou que o corpo não acompanha os movimentos da cabeça? Quando existe um déficit vestibular, exercícios específicos podem ajudar o sistema nervoso a lidar melhor com os movimentos e recuperar parte da autonomia.

O que é reabilitação vestibular?

É uma abordagem fisioterapêutica individualizada que utiliza movimentos e tarefas funcionais para tratar limitações relacionadas a determinadas condições vestibulares. O sistema vestibular interage com a visão, a sensibilidade do corpo e as áreas cerebrais que coordenam equilíbrio e orientação espacial.

Quando existe hipofunção vestibular, o tratamento busca melhorar o uso das informações disponíveis e promover adaptações do controle do olhar e da postura.

Quais exercícios podem fazer parte do tratamento?

  • Estabilização do olhar: exercícios com movimentos da cabeça e alvos visuais, de acordo com a tolerância e o diagnóstico.
  • Treino de equilíbrio: tarefas que variam a base de apoio e as informações visuais e somatossensoriais.
  • Treino de marcha: caminhar com mudanças de direção, movimentos da cabeça e obstáculos, conforme segurança.
  • Habituação: exposição gradual a movimentos ou estímulos que provocam desconforto, somente quando indicada.

Como definimos os exercícios adequados?

O plano começa pela história clínica, identificação do diagnóstico e avaliação de estabilidade do olhar, equilíbrio, marcha, limitações e risco de queda. A intensidade é ajustada à evolução e à resposta dos sintomas. Exercícios que ajudam uma pessoa com hipofunção vestibular não são, necessariamente, os mesmos que beneficiam alguém com PPPD ou migrânea vestibular.

Exercícios substituem as manobras de reposicionamento?

Não. Na VPPB confirmada, o tratamento principal geralmente é a manobra de reposicionamento adequada ao canal envolvido. Exercícios vestibulares podem ser considerados depois, se houver desequilíbrio residual ou outro déficit, mas não devem substituir indiscriminadamente o tratamento mecânico específico.

O que dizem as evidências científicas?

A diretriz da American Physical Therapy Association de 2022 recomenda, com evidência forte, reabilitação vestibular para adultos com hipofunção vestibular periférica unilateral ou bilateral que apresentam limitações. Também destaca a importância do acompanhamento supervisionado e da prescrição adequada. Movimentos oculares isolados, sem movimento da cabeça, não são recomendados como estratégia única para estabilização do olhar nessa população.

Quando procurar atendimento?

Quando a instabilidade, a dificuldade de caminhar ou a visão que treme durante o movimento interferem em sua rotina, a avaliação pode esclarecer se a reabilitação é indicada. Sintomas neurológicos novos e súbitos exigem atendimento médico de urgência.

Entenda se a reabilitação vestibular é indicada para você

Uma avaliação direcionada ajuda a compreender os sintomas e definir se a fisioterapia vestibular ou outro acompanhamento está indicado.

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Referências científicas

Hall CD, et al. Vestibular Rehabilitation for Peripheral Vestibular Hypofunction: Updated CPG. J Neurol Phys Ther. 2022.
Bhattacharyya N, et al. Diretriz clínica para VPPB. 2017.

Dor cervical e tontura: existe alguma relação?

Dor cervical e tontura podem acontecer ao mesmo tempo, mas isso não prova que a tontura tenha origem no pescoço. A relação entre essas estruturas é estudada, enquanto os critérios para diagnosticar tontura cervicogênica ainda apresentam limitações. Entenda quais outras causas devem ser investigadas e como a avaliação evita tratamentos inadequados.

Seu pescoço dói e, em alguns momentos, você também sente instabilidade ou tontura? É natural pensar que tudo vem da coluna cervical. Mas essa associação exige cuidado: sentir os dois sintomas ao mesmo tempo não comprova que um é a causa do outro.

Qual é a relação entre pescoço e equilíbrio?

Os músculos e as articulações cervicais enviam informações sobre a posição da cabeça. Essas informações são integradas às da visão e do sistema vestibular para coordenar movimentos e equilíbrio. Alterações nessa integração são estudadas como um possível mecanismo de tontura associada à cervical, mas a existência de um diagnóstico único e seus critérios definitivos continuam em debate científico.

Quando não devemos atribuir a tontura à cervical?

Vertigem breve ao virar na cama pode indicar VPPB; crises com sensibilidade à luz podem sugerir migrânea vestibular. Alterações circulatórias, vestibulares e neurológicas também precisam ser consideradas.

Mesmo quando há dor cervical significativa, não é seguro supor que ela explique qualquer sensação de tontura.

Como é feita a avaliação?

A investigação considera o tempo e os gatilhos da tontura, movimentos da cabeça, sinais auditivos, sintomas neurológicos, histórico de migrânea e características da dor cervical. O exame pode incluir testes vestibulares e cervicais apropriados, após triagem de sinais de alerta. Testes isolados da cervical não confirmam de maneira confiável uma origem cervical para toda tontura.

Como funciona o tratamento?

Se há dor cervical e limitações musculoesqueléticas, a fisioterapia pode incluir exercícios, educação e terapia manual quando indicados, com atenção à segurança. Se outro diagnóstico vestibular coexistir, ele precisa receber tratamento específico; por exemplo, manobras de reposicionamento quando houver VPPB confirmada.

Acompanhamos a evolução da dor, dos movimentos e da tontura separadamente para evitar atribuir melhora ou piora à causa errada.

O que dizem as evidências?

Uma revisão sistemática identificou poucos estudos de qualidade variável sobre as características da chamada tontura cervicogênica. Os critérios utilizados frequentemente se baseiam na presença simultânea de dor cervical e tontura após exclusão de outras causas, o que oferece especificidade limitada. Por isso, o cuidado clínico depende de uma investigação abrangente e de conclusões proporcionais aos achados.

Quando procurar ajuda?

Tontura persistente com dor cervical merece avaliação. Início súbito de tontura ou dor cervical intensa com sinais neurológicos, dor de cabeça incomum, visão dupla, desmaio ou dificuldade para andar exige avaliação médica imediata.

Avalie seus sintomas sem conclusões precipitadas

Uma avaliação direcionada ajuda a compreender os sintomas e definir se a fisioterapia vestibular ou outro acompanhamento está indicado.

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Referências científicas

Knapstad MK, Nordahl SHG, Goplen FK. Clinical characteristics in patients with cervicogenic dizziness: a systematic review. Health Sci Rep. 2019;2:e134.
Bárány Society. Documentos de consenso sobre síndromes vestibulares.

Perda de equilíbrio: quando o problema pode estar no ouvido interno?

O ouvido interno participa do equilíbrio, mas a instabilidade ao caminhar também pode envolver visão, sensibilidade, força, medicamentos ou condições neurológicas. Quando há hipofunção vestibular confirmada, exercícios específicos podem melhorar a função. Entenda quais sinais sugerem essa hipótese e como o tratamento busca recuperar segurança no movimento.

Você passou a andar olhando para o chão, evita ambientes escuros ou precisa se apoiar para se sentir seguro? A perda de equilíbrio pode ter diferentes origens. Uma delas é o funcionamento inadequado do sistema vestibular, que trabalha em conjunto com a visão, os músculos e a sensibilidade dos pés.

Como o ouvido interno participa do equilíbrio?

O sistema vestibular detecta movimentos da cabeça e ajuda o cérebro a manter o olhar estável e o corpo equilibrado. Quando sua função diminui, o paciente pode sentir instabilidade, sobretudo durante a caminhada, em movimentos rápidos ou quando a visão não consegue compensar, como em ambientes escuros.

Esse quadro pode ocorrer na hipofunção vestibular unilateral ou bilateral, entre outras condições. No entanto, problemas de visão, sensibilidade nos pés, força muscular, medicamentos, pressão arterial e doenças neurológicas também podem contribuir para as quedas.

Quais sinais podem estar presentes?

  • Insegurança ao virar a cabeça enquanto caminha.
  • Necessidade de se apoiar no escuro ou em pisos irregulares.
  • Sensação de imagem instável ou tremida ao andar, chamada oscilopsia.
  • Dificuldade para manter o equilíbrio em situações com menos referências visuais.

Esses sinais orientam a investigação, mas não bastam para identificar a causa.

Como o problema é avaliado?

Investigamos quedas, início e evolução dos sintomas, medicamentos, visão, histórico vestibular e outras condições de saúde. A avaliação funcional pode incluir equilíbrio em diferentes superfícies, marcha com movimentos da cabeça, estabilização do olhar e testes neurológicos conforme os achados. Alguns pacientes precisam de testes vestibulares instrumentais ou avaliação médica.

Como funciona o tratamento?

Quando existe hipofunção vestibular periférica e déficit funcional, um programa de reabilitação pode combinar exercícios de estabilização do olhar, equilíbrio e marcha, com progressão individualizada. Para pacientes com risco de queda, também podem ser necessários treinamento de força, adaptações ambientais e estratégias de segurança.

O objetivo é melhorar a capacidade de caminhar e realizar tarefas cotidianas, e não apenas diminuir uma sensação inespecífica de tontura.

O que dizem as evidências científicas?

A diretriz da American Physical Therapy Association publicada em 2022 recomenda reabilitação vestibular supervisionada para adultos com hipofunção vestibular periférica unilateral ou bilateral e limitações funcionais. A prescrição de exercícios depende da avaliação, do estágio e da resposta clínica.

Quando procurar atendimento?

Quedas repetidas, piora progressiva da marcha ou limitação para sair de casa justificam investigação. Perda súbita do equilíbrio associada a fraqueza, alteração da fala, visão dupla ou incapacidade de caminhar exige atendimento médico de urgência.

Recupere confiança para caminhar

Uma avaliação direcionada ajuda a compreender os sintomas e definir se a fisioterapia vestibular ou outro acompanhamento está indicado.

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Referências científicas

Hall CD, et al. Reabilitação para hipofunção vestibular periférica: diretriz clínica. 2022.

Enxaqueca pode provocar tontura mesmo sem dor de cabeça?

A migrânea vestibular pode provocar episódios de vertigem mesmo quando não há dor de cabeça naquela crise. O diagnóstico depende do padrão dos episódios, do histórico de migrânea e dos sintomas associados, não de um teste isolado. Entenda como reconhecê-la, diferenciá-la de outras causas de tontura e definir o cuidado apropriado.

Você sente crises de tontura, sensibilidade à luz ou enjoo, mas nem sempre tem dor de cabeça? A migrânea vestibular é uma das condições que podem explicar esse padrão. Ela não é identificada apenas pela presença de enxaqueca: a história das crises e os sintomas associados são essenciais.

O que é migrânea vestibular?

É uma condição associada à migrânea em que ocorrem episódios de sintomas vestibulares, como vertigem e tontura provocada por movimento. A dor de cabeça pode estar ausente em determinados episódios, mas o diagnóstico requer uma combinação específica de histórico, sintomas e exclusão de explicações alternativas.

Os critérios internacionais consideram crises moderadas ou intensas que duram entre cinco minutos e 72 horas, histórico de migrânea e características migranosas em pelo menos parte dos episódios, entre outros requisitos.

Quais sintomas podem aparecer?

  • Crises recorrentes de vertigem ou instabilidade.
  • Náusea ao movimentar a cabeça.
  • Sensibilidade à luz ou ao som.
  • Aura visual ou dor de cabeça característica em algumas crises.
  • Desconforto em ambientes visualmente movimentados.

Nem toda tontura acompanhada de dor de cabeça é migrânea vestibular; VPPB, doença de Ménière e outras causas podem ter apresentações sobrepostas.

Como funciona a avaliação?

Investigamos a duração e a frequência das crises, histórico pessoal de enxaqueca, gatilhos, sintomas visuais, auditivos e sinais neurológicos. Quando necessário, testes vestibulares ajudam a identificar déficits funcionais ou outras condições associadas, mas nenhum teste isolado confirma a migrânea vestibular. A avaliação médica integra o diagnóstico e o planejamento terapêutico.

Como é realizado o tratamento?

Conforme o caso, o acompanhamento médico pode incluir manejo de crises, medidas preventivas, orientação sobre sono, alimentação e outros fatores desencadeantes. Se houver intolerância ao movimento, sensibilidade visual ou desequilíbrio entre as crises, a fisioterapia vestibular individualizada pode ajudar a recuperar a função.

Os exercícios devem respeitar a tolerância do paciente: provocar sintomas intensos de forma indiscriminada não é o objetivo.

Qual é o respaldo científico?

Os critérios diagnósticos da Bárány Society e da International Headache Society diferenciam migrânea vestibular de outros quadros episódicos. A reabilitação pode ser útil em pacientes com limitações vestibulares identificadas, mas a evidência sobre protocolos específicos é menos estabelecida do que a de manobras para VPPB ou reabilitação para hipofunção periférica confirmada.

Quando procurar ajuda?

Crises recorrentes que atrapalham trabalho e rotina merecem avaliação. Dor de cabeça súbita e muito intensa, novos déficits neurológicos ou dificuldade importante para andar são sinais de urgência.

Investigue suas crises de tontura e recupere sua rotina

Uma avaliação direcionada ajuda a entender seus sintomas e a identificar se a fisioterapia vestibular ou outro tipo de acompanhamento está indicado.

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Referências científicas

Lempert T, et al. Vestibular migraine: Diagnostic criteria (Update). J Vestib Res. 2022.
Hall CD, et al. Reabilitação para hipofunção vestibular: diretriz. 2022 (para diferenciação das indicações).

Por que sinto tontura em supermercados e lugares movimentados?

Ambientes com prateleiras, multidões ou imagens em movimento podem aumentar a tontura em pessoas com sensibilidade visual, migrânea vestibular ou PPPD, entre outras condições. Isso não significa automaticamente que o problema seja ansiedade ou que exista um diagnóstico único. Descubra como o cérebro integra a visão ao equilíbrio e por que a exposição deve ser planejada.

Você entra no supermercado, olha as prateleiras e sente o corpo balançar ou a cabeça ficar confusa? A iluminação, as pessoas circulando e a quantidade de estímulos podem transformar uma tarefa comum em algo desconfortável. Esse sintoma é real e merece investigação.

Por que ambientes cheios podem provocar tontura?

Para manter o equilíbrio, o cérebro combina informações da visão, do ouvido interno e da sensibilidade do corpo. Em algumas condições, ambientes com muitos estímulos visuais se tornam difíceis de processar, aumentando a sensação de instabilidade. Isso é frequentemente chamado de desconforto ou sensibilidade ao movimento visual.

Uma possibilidade é a PPPD, especialmente quando há sintomas na maioria dos dias por pelo menos três meses e piora ao ficar em pé, mover-se ou olhar cenas visualmente complexas. A migrânea vestibular e outros distúrbios vestibulares também podem causar sensibilidade visual.

O que costuma acontecer no dia a dia?

  • Mal-estar nos corredores do mercado, lojas ou shoppings.
  • Desconforto ao observar trânsito, multidões ou telas com rolagem rápida.
  • Sensação de balanço e necessidade de se apoiar.
  • Receio de sair sozinho ou evitar lugares movimentados.

Ter um desses sintomas não significa automaticamente ter PPPD ou ansiedade.

Como é feita a avaliação?

Investigamos desde quando isso acontece, se há vertigem rotatória, enxaqueca, sintomas auditivos, histórico de crise vestibular e a presença de sinais neurológicos. A avaliação funcional observa equilíbrio, movimentos da cabeça, marcha e situações em que a visão parece dominar a percepção de movimento. É importante investigar diagnósticos que possam coexistir.

Qual tratamento pode ajudar?

O plano depende da condição identificada. Quando apropriado, a reabilitação vestibular pode incluir exercícios de equilíbrio e estabilização do olhar, além de exposição gradual e controlada a estímulos visuais e movimentos. O objetivo não é forçar o paciente a suportar crises intensas, mas recuperar progressivamente a tolerância e a confiança.

Se houver migrânea vestibular ou PPPD, a abordagem pode ser interdisciplinar, com orientações e tratamentos adicionais conforme avaliação médica.

O que dizem as evidências?

O consenso da Bárány Society reconhece que ambientes visualmente complexos podem agravar os sintomas de PPPD. Isso orienta a investigação, mas não transforma o supermercado em um “teste diagnóstico”. As evidências para exercícios e abordagens combinadas variam conforme o diagnóstico; o tratamento deve ser ajustado à resposta de cada pessoa.

Quando procurar ajuda?

Se você passou a evitar saídas, compras ou trabalho por causa da tontura, busque avaliação. Sintomas neurológicos súbitos ou perda importante da capacidade de caminhar requerem atendimento médico de urgência.

Entenda por que determinados ambientes provocam tontura

Uma avaliação direcionada ajuda a entender seus sintomas e a identificar se a fisioterapia vestibular ou outro tipo de acompanhamento está indicado.

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Referências científicas

Staab JP, et al. Critérios diagnósticos de PPPD, Bárány Society. 2017.
Lempert T, et al. Critérios de migrânea vestibular, atualização. 2022.

Tontura que não passa: por que você continua sentindo desequilíbrio?

A tontura que persiste após uma crise pode ter diferentes explicações, como hipofunção vestibular, PPPD ou outra condição que ainda precisa ser investigada. Repetir manobras de VPPB sem confirmar o diagnóstico nem sempre ajuda. Entenda como os padrões dos sintomas e os testes funcionais mostram quando a reabilitação vestibular pode ser indicada.

A crise mais forte passou, mas você continua inseguro para caminhar, virar a cabeça ou sair de casa? A tontura persistente pode afetar trabalho, exercícios e até tarefas simples. Nem sempre essa sensação significa que os “cristais” do ouvido continuam fora do lugar.

O que pode causar tontura persistente?

Uma possibilidade é a hipofunção vestibular: o sistema vestibular de um ou ambos os ouvidos envia informações reduzidas ao cérebro, prejudicando a estabilidade do olhar e o equilíbrio. Outra condição é a tontura postural-perceptual persistente (PPPD), caracterizada por tontura ou instabilidade na maioria dos dias por três meses ou mais, frequentemente pior ao ficar em pé, se movimentar e observar ambientes visualmente complexos.

VPPB recorrente, migrânea vestibular, alterações neurológicas, efeitos de medicamentos e outras causas também precisam ser consideradas. Algumas condições podem coexistir.

Quais sintomas merecem atenção?

  • Imagem parece tremer ou perder a nitidez quando você anda ou movimenta a cabeça.
  • Insegurança ao caminhar no escuro ou sobre pisos irregulares.
  • Sensação de balanço durante boa parte do dia.
  • Desconforto em supermercados, trânsito intenso e telas com muito movimento.

Essas manifestações ajudam a orientar a investigação, mas não confirmam uma doença isoladamente.

Como investigamos a causa?

A avaliação considera tempo de evolução, início dos sintomas, crises anteriores, audição, dor de cabeça, exames prévios, padrão de marcha e resposta aos movimentos. Quando indicado, são avaliadas a estabilidade do olhar durante os movimentos da cabeça, o equilíbrio e a influência das informações visuais e proprioceptivas. Exames médicos e vestibulares complementares podem ser necessários.

Como funciona o tratamento?

Em casos de hipofunção vestibular confirmada, o plano pode incluir exercícios de estabilização do olhar, equilíbrio, marcha e progressão dos movimentos. Na PPPD, a abordagem costuma ser individualizada e pode combinar educação, exposição gradual aos movimentos e ambientes provocadores, reabilitação vestibular quando indicada e acompanhamento médico ou psicológico conforme a necessidade.

A conduta é diferente para cada diagnóstico: não existe um protocolo único para toda tontura prolongada.

O que dizem as evidências?

A diretriz de reabilitação vestibular da American Physical Therapy Association apresenta evidência forte a favor da reabilitação supervisionada em adultos com hipofunção vestibular periférica que apresentam limitações. Já a PPPD possui critérios diagnósticos internacionais definidos, mas a resposta e a combinação de tratamentos dependem das características individuais e a certeza científica varia entre intervenções.

Quando buscar ajuda?

Procure avaliação se a tontura limita suas atividades, provoca quedas ou persiste por dias ou semanas. Tontura súbita e contínua com dificuldade importante de andar, alteração da fala, fraqueza, visão dupla ou cefaleia súbita intensa exige avaliação médica de urgência.

Volte a se movimentar com confiança

Uma avaliação direcionada ajuda a entender seus sintomas e a identificar se a fisioterapia vestibular ou outro tipo de acompanhamento está indicado.

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Referências científicas

Hall CD, et al. Diretriz de reabilitação para hipofunção vestibular periférica. 2022.
Staab JP, et al. Critérios diagnósticos internacionais da PPPD. 2017.

Tontura ao levantar: é labirintite ou pode ser outra coisa?

Tontura ao levantar não significa necessariamente labirintite: escurecimento da visão ao ficar em pé pode exigir investigação circulatória, enquanto vertigem breve ao deitar ou virar na cama pode sugerir VPPB. Como as causas e os tratamentos são diferentes, o gatilho do sintoma importa. Saiba o que observar e como uma avaliação direciona o próximo passo.

Você se levanta da cama e precisa parar por alguns segundos porque a cabeça parece leve, a visão escurece ou tudo gira? É comum chamar qualquer tontura de “labirintite”, mas essa palavra não explica o que está acontecendo. O momento da crise e os movimentos que a provocam fornecem pistas muito importantes.

Por que a tontura aparece ao levantar?

Algumas pessoas sentem escurecimento da visão, fraqueza ou sensação de desmaio ao passar da posição deitada para a posição em pé. Isso pode ocorrer por alterações da pressão arterial ou da frequência cardíaca. Outras descrevem uma sensação breve e intensa de que o ambiente gira, principalmente ao deitar, virar na cama ou inclinar a cabeça. Nesse caso, uma hipótese é a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB).

Também existem causas vestibulares, neurológicas, metabólicas e relacionadas a medicamentos. O tipo de sensação, sozinho, não confirma um diagnóstico.

Quais sinais ajudam a diferenciar?

  • Ao ficar em pé, com alívio ao sentar: vale investigar causas circulatórias ou autonômicas.
  • Ao deitar ou virar a cabeça em relação à gravidade: uma causa possível é a VPPB.
  • Com dor de cabeça, sensibilidade à luz ou crises recorrentes: pode ser necessário investigar migrânea vestibular.
  • Com dificuldade importante para caminhar ou sintomas neurológicos: exige atenção médica imediata.

Como funciona a avaliação?

Primeiro investigamos quando a tontura começou, duração, gatilhos, medicamentos, sintomas associados e o que acontece quando a pessoa se senta novamente. Conforme os achados, pode ser apropriado medir pressão e frequência cardíaca em diferentes posições e encaminhar para avaliação médica. Quando o padrão sugere VPPB, o fisioterapeuta capacitado pode utilizar testes posicionais e observar o nistagmo.

Qual é o tratamento?

O tratamento depende da causa. A VPPB confirmada pode responder a uma manobra de reposicionamento; alterações circulatórias requerem investigação e conduta médica; déficits vestibulares podem se beneficiar de exercícios individualizados. Aplicar Epley indiscriminadamente em alguém que fica tonto ao levantar não substitui o diagnóstico.

O que dizem as evidências científicas?

Um documento de consenso da Bárány Society diferencia a tontura ortostática, relacionada à posição em pé e a alterações hemodinâmicas documentadas, da tontura posicional, frequentemente associada à movimentação da cabeça. Isso reforça a necessidade de identificar os gatilhos antes de selecionar o tratamento.

Quando procurar atendimento?

Se os episódios são recorrentes, interferem na rotina ou provocam quedas, procure avaliação. Desmaio, dor no peito, palpitações importantes, fraqueza súbita, alteração da fala, visão dupla ou incapacidade de caminhar exigem atendimento médico urgente.

Entenda a origem da sua tontura

Uma avaliação direcionada ajuda a entender seus sintomas e a identificar se a fisioterapia vestibular ou outro tipo de acompanhamento está indicado.

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Referências científicas

Bárány Society. Critérios diagnósticos para tontura e vertigem ortostática de origem hemodinâmica.
Bhattacharyya N, et al. Diretriz clínica para VPPB, atualização de 2017.

Tratamento da VPPB: tontura ao deitar ou virar na cama

A VPPB é uma causa tratável de vertigem breve desencadeada por certas posições da cabeça. Quando a avaliação identifica o canal envolvido, manobras específicas podem aliviar os sintomas, mas nem toda tontura é VPPB. Entenda por que reconhecer o padrão da vertigem é tão importante quanto escolher a manobra correta.

Você deita, vira na cama e, de repente, sente como se o quarto inteiro estivesse girando? A sensação pode durar poucos segundos, mas ser intensa a ponto de provocar náusea, insegurança e medo de repetir movimentos simples. Uma das possíveis causas é a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), que possui tratamento específico quando corretamente identificada.

O que é VPPB?

A VPPB é uma alteração do sistema vestibular, localizado no ouvido interno e responsável por detectar movimentos da cabeça e contribuir para o equilíbrio. Dentro desse sistema existem pequenos cristais chamados otocônias. Quando eles se deslocam para um dos canais semicirculares, determinados movimentos passam a estimular o sistema vestibular de forma inadequada, produzindo a sensação de que o ambiente está girando.

Embora os episódios geralmente sejam breves, eles podem comprometer o sono, as atividades cotidianas e a confiança para se movimentar.

Quais sintomas podem indicar VPPB?

  • Vertigem ao deitar ou levantar da cama.
  • Sensação de que o quarto gira ao virar para um dos lados.
  • Tontura ao olhar para cima ou inclinar a cabeça.
  • Náusea, desequilíbrio ou receio de repetir os movimentos que provocam as crises.

Nem toda tontura ao movimentar a cabeça é VPPB. Outras condições vestibulares e neurológicas podem apresentar manifestações parecidas. Por isso, a avaliação é o primeiro passo.

Como é feita a avaliação vestibular?

Investigamos quando os sintomas começaram, quanto tempo duram, quais posições provocam as crises e se existem sinais associados. Quando o quadro é compatível com VPPB, o fisioterapeuta capacitado pode realizar testes posicionais, como Dix-Hallpike e Roll Test.

Durante esses testes, observamos o movimento involuntário dos olhos, chamado nistagmo. Seu padrão ajuda a identificar o canal semicircular e o lado envolvidos, orientando a escolha da manobra mais adequada.

Como funciona o tratamento da VPPB?

Quando os testes confirmam um padrão compatível com VPPB, o tratamento geralmente envolve manobras de reposicionamento. São movimentos específicos da cabeça e do corpo que buscam deslocar os cristais para fora do canal acometido.

A manobra escolhida depende do canal, do mecanismo envolvido e das condições clínicas do paciente. Entre as técnicas utilizadas estão:

  • Epley: frequentemente indicada para VPPB do canal posterior.
  • Semont: alternativa para apresentações específicas do canal posterior.
  • Gufoni e Lempert: opções para determinadas formas de VPPB do canal horizontal.

Não existe uma única manobra que funcione para todos os casos. A escolha deve respeitar o diagnóstico, a mobilidade e a segurança de cada paciente.

O tratamento da VPPB realmente funciona?

Sim. As manobras de reposicionamento têm suporte científico consistente, especialmente para a VPPB do canal posterior. Em um ensaio clínico randomizado, a resolução da vertigem e do nistagmo após 24 horas ocorreu em 80% dos participantes tratados com Epley, em comparação com 10% no grupo de intervenção simulada. Revisões sistemáticas também demonstram resultados favoráveis à manobra.

A melhora pode acontecer rapidamente, inclusive após uma sessão, mas isso não é uma garantia. Dependendo do canal acometido, da recorrência e de outras condições associadas, pode ser necessário repetir a manobra ou reavaliar o diagnóstico.

E se o desequilíbrio continuar depois da manobra?

Algumas pessoas permanecem com instabilidade, medo de cair ou desconforto para movimentar a cabeça mesmo após a resolução da VPPB. Se a reavaliação identificar déficits funcionais, a reabilitação vestibular complementar pode incluir treino de equilíbrio, marcha, estabilização visual e retorno gradual às atividades.

Esses exercícios não são necessários para todos: a indicação depende do que for identificado na avaliação.

Quando procurar atendimento?

Se você apresenta vertigem repetida ao deitar, levantar ou virar na cama, uma avaliação específica ajuda a identificar a causa e selecionar o tratamento adequado. Evite realizar manobras encontradas na internet sem saber qual canal está envolvido ou se existe alguma contraindicação.

Atenção: tontura súbita acompanhada de fraqueza, dificuldade para falar, visão dupla, desmaio, perda importante da coordenação ou dor de cabeça súbita e intensa exige avaliação médica de urgência.

Recupere a segurança para se movimentar

Na Mokusô, buscamos compreender a origem dos seus sintomas e construir um tratamento individualizado com base nos achados da avaliação.

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Referências científicas

Von Brevern M, et al. Short-term efficacy of Epley’s manoeuvre: a double-blind randomised trial. 2006.
Hilton MP, Pinder DK. The Epley (canalith repositioning) manoeuvre for benign paroxysmal positional vertigo. Cochrane Database Syst Rev. 2014.
Bhattacharyya N, et al. Clinical Practice Guideline: Benign Paroxysmal Positional Vertigo (Update). 2017.