Uma avaliação de dor na coluna vai além de descobrir “onde dói”. O objetivo é entender como o problema se comporta, o que ele limita e quais fatores modificam os sintomas.
1. Entender sua história
Quando começou? A dor fica localizada ou se espalha? Existem formigamento ou dormência? O que piora ou melhora? Como estão trabalho, sono, treino e atividades do dia a dia? Essas respostas orientam os testes seguintes.
2. Avaliar movimento
Movimentos da coluna e de regiões relacionadas podem ser testados para observar amplitude, confiança e principalmente a resposta dos sintomas. Em alguns quadros, repetir determinado movimento modifica a localização ou intensidade da dor.
3. Investigar força e sistema nervoso quando necessário
Em sintomas irradiados, a avaliação pode incluir força, sensibilidade, testes neurodinâmicos e outros componentes do exame neurológico, conforme indicação.
4. Relacionar os achados aos seus objetivos
O tratamento de alguém que precisa voltar ao jiu-jítsu pode ser diferente daquele de quem precisa voltar a trabalhar oito horas sentado. O diagnóstico importa, mas a função e o objetivo também.
5. Construir a progressão
Recursos manuais podem ser utilizados quando indicados, mas o plano não termina na maca. Movimento, exercício e progressão de carga ajudam a recuperar capacidade e autonomia.
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Quer entender o que está acontecendo com sua coluna?
A avaliação é o ponto de partida para decidir o que realmente precisa ser tratado.
Comece pelos seus sintomas
Se a dor desce pela perna, leia sobre dor ciática e dor irradiada. Se há formigamento no braço, veja a relação com a cervical.
Referências
Foster NE, et al. Prevention and treatment of low back pain: evidence, challenges, and promising directions. The Lancet. 2018;391:2368–2383.
Stochkendahl MJ, et al. National Clinical Guidelines for non-surgical treatment of patients with recent onset low back pain or lumbar radiculopathy. Eur Spine J. 2018;27:60–75.
