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Tontura que não passa: por que você continua sentindo desequilíbrio?

A tontura que persiste após uma crise pode ter diferentes explicações, como hipofunção vestibular, PPPD ou outra condição que ainda precisa ser investigada. Repetir manobras de VPPB sem confirmar o diagnóstico nem sempre ajuda. Entenda como os padrões dos sintomas e os testes funcionais mostram quando a reabilitação vestibular pode ser indicada.

A crise mais forte passou, mas você continua inseguro para caminhar, virar a cabeça ou sair de casa? A tontura persistente pode afetar trabalho, exercícios e até tarefas simples. Nem sempre essa sensação significa que os “cristais” do ouvido continuam fora do lugar.

O que pode causar tontura persistente?

Uma possibilidade é a hipofunção vestibular: o sistema vestibular de um ou ambos os ouvidos envia informações reduzidas ao cérebro, prejudicando a estabilidade do olhar e o equilíbrio. Outra condição é a tontura postural-perceptual persistente (PPPD), caracterizada por tontura ou instabilidade na maioria dos dias por três meses ou mais, frequentemente pior ao ficar em pé, se movimentar e observar ambientes visualmente complexos.

VPPB recorrente, migrânea vestibular, alterações neurológicas, efeitos de medicamentos e outras causas também precisam ser consideradas. Algumas condições podem coexistir.

Quais sintomas merecem atenção?

  • Imagem parece tremer ou perder a nitidez quando você anda ou movimenta a cabeça.
  • Insegurança ao caminhar no escuro ou sobre pisos irregulares.
  • Sensação de balanço durante boa parte do dia.
  • Desconforto em supermercados, trânsito intenso e telas com muito movimento.

Essas manifestações ajudam a orientar a investigação, mas não confirmam uma doença isoladamente.

Como investigamos a causa?

A avaliação considera tempo de evolução, início dos sintomas, crises anteriores, audição, dor de cabeça, exames prévios, padrão de marcha e resposta aos movimentos. Quando indicado, são avaliadas a estabilidade do olhar durante os movimentos da cabeça, o equilíbrio e a influência das informações visuais e proprioceptivas. Exames médicos e vestibulares complementares podem ser necessários.

Como funciona o tratamento?

Em casos de hipofunção vestibular confirmada, o plano pode incluir exercícios de estabilização do olhar, equilíbrio, marcha e progressão dos movimentos. Na PPPD, a abordagem costuma ser individualizada e pode combinar educação, exposição gradual aos movimentos e ambientes provocadores, reabilitação vestibular quando indicada e acompanhamento médico ou psicológico conforme a necessidade.

A conduta é diferente para cada diagnóstico: não existe um protocolo único para toda tontura prolongada.

O que dizem as evidências?

A diretriz de reabilitação vestibular da American Physical Therapy Association apresenta evidência forte a favor da reabilitação supervisionada em adultos com hipofunção vestibular periférica que apresentam limitações. Já a PPPD possui critérios diagnósticos internacionais definidos, mas a resposta e a combinação de tratamentos dependem das características individuais e a certeza científica varia entre intervenções.

Quando buscar ajuda?

Procure avaliação se a tontura limita suas atividades, provoca quedas ou persiste por dias ou semanas. Tontura súbita e contínua com dificuldade importante de andar, alteração da fala, fraqueza, visão dupla ou cefaleia súbita intensa exige avaliação médica de urgência.

Volte a se movimentar com confiança

Uma avaliação direcionada ajuda a entender seus sintomas e a identificar se a fisioterapia vestibular ou outro tipo de acompanhamento está indicado.

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Referências científicas

Hall CD, et al. Diretriz de reabilitação para hipofunção vestibular periférica. 2022.
Staab JP, et al. Critérios diagnósticos internacionais da PPPD. 2017.

Tontura ao levantar: é labirintite ou pode ser outra coisa?

Tontura ao levantar não significa necessariamente labirintite: escurecimento da visão ao ficar em pé pode exigir investigação circulatória, enquanto vertigem breve ao deitar ou virar na cama pode sugerir VPPB. Como as causas e os tratamentos são diferentes, o gatilho do sintoma importa. Saiba o que observar e como uma avaliação direciona o próximo passo.

Você se levanta da cama e precisa parar por alguns segundos porque a cabeça parece leve, a visão escurece ou tudo gira? É comum chamar qualquer tontura de “labirintite”, mas essa palavra não explica o que está acontecendo. O momento da crise e os movimentos que a provocam fornecem pistas muito importantes.

Por que a tontura aparece ao levantar?

Algumas pessoas sentem escurecimento da visão, fraqueza ou sensação de desmaio ao passar da posição deitada para a posição em pé. Isso pode ocorrer por alterações da pressão arterial ou da frequência cardíaca. Outras descrevem uma sensação breve e intensa de que o ambiente gira, principalmente ao deitar, virar na cama ou inclinar a cabeça. Nesse caso, uma hipótese é a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB).

Também existem causas vestibulares, neurológicas, metabólicas e relacionadas a medicamentos. O tipo de sensação, sozinho, não confirma um diagnóstico.

Quais sinais ajudam a diferenciar?

  • Ao ficar em pé, com alívio ao sentar: vale investigar causas circulatórias ou autonômicas.
  • Ao deitar ou virar a cabeça em relação à gravidade: uma causa possível é a VPPB.
  • Com dor de cabeça, sensibilidade à luz ou crises recorrentes: pode ser necessário investigar migrânea vestibular.
  • Com dificuldade importante para caminhar ou sintomas neurológicos: exige atenção médica imediata.

Como funciona a avaliação?

Primeiro investigamos quando a tontura começou, duração, gatilhos, medicamentos, sintomas associados e o que acontece quando a pessoa se senta novamente. Conforme os achados, pode ser apropriado medir pressão e frequência cardíaca em diferentes posições e encaminhar para avaliação médica. Quando o padrão sugere VPPB, o fisioterapeuta capacitado pode utilizar testes posicionais e observar o nistagmo.

Qual é o tratamento?

O tratamento depende da causa. A VPPB confirmada pode responder a uma manobra de reposicionamento; alterações circulatórias requerem investigação e conduta médica; déficits vestibulares podem se beneficiar de exercícios individualizados. Aplicar Epley indiscriminadamente em alguém que fica tonto ao levantar não substitui o diagnóstico.

O que dizem as evidências científicas?

Um documento de consenso da Bárány Society diferencia a tontura ortostática, relacionada à posição em pé e a alterações hemodinâmicas documentadas, da tontura posicional, frequentemente associada à movimentação da cabeça. Isso reforça a necessidade de identificar os gatilhos antes de selecionar o tratamento.

Quando procurar atendimento?

Se os episódios são recorrentes, interferem na rotina ou provocam quedas, procure avaliação. Desmaio, dor no peito, palpitações importantes, fraqueza súbita, alteração da fala, visão dupla ou incapacidade de caminhar exigem atendimento médico urgente.

Entenda a origem da sua tontura

Uma avaliação direcionada ajuda a entender seus sintomas e a identificar se a fisioterapia vestibular ou outro tipo de acompanhamento está indicado.

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Referências científicas

Bárány Society. Critérios diagnósticos para tontura e vertigem ortostática de origem hemodinâmica.
Bhattacharyya N, et al. Diretriz clínica para VPPB, atualização de 2017.

Tratamento da VPPB: tontura ao deitar ou virar na cama

A VPPB é uma causa tratável de vertigem breve desencadeada por certas posições da cabeça. Quando a avaliação identifica o canal envolvido, manobras específicas podem aliviar os sintomas, mas nem toda tontura é VPPB. Entenda por que reconhecer o padrão da vertigem é tão importante quanto escolher a manobra correta.

Você deita, vira na cama e, de repente, sente como se o quarto inteiro estivesse girando? A sensação pode durar poucos segundos, mas ser intensa a ponto de provocar náusea, insegurança e medo de repetir movimentos simples. Uma das possíveis causas é a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), que possui tratamento específico quando corretamente identificada.

O que é VPPB?

A VPPB é uma alteração do sistema vestibular, localizado no ouvido interno e responsável por detectar movimentos da cabeça e contribuir para o equilíbrio. Dentro desse sistema existem pequenos cristais chamados otocônias. Quando eles se deslocam para um dos canais semicirculares, determinados movimentos passam a estimular o sistema vestibular de forma inadequada, produzindo a sensação de que o ambiente está girando.

Embora os episódios geralmente sejam breves, eles podem comprometer o sono, as atividades cotidianas e a confiança para se movimentar.

Quais sintomas podem indicar VPPB?

  • Vertigem ao deitar ou levantar da cama.
  • Sensação de que o quarto gira ao virar para um dos lados.
  • Tontura ao olhar para cima ou inclinar a cabeça.
  • Náusea, desequilíbrio ou receio de repetir os movimentos que provocam as crises.

Nem toda tontura ao movimentar a cabeça é VPPB. Outras condições vestibulares e neurológicas podem apresentar manifestações parecidas. Por isso, a avaliação é o primeiro passo.

Como é feita a avaliação vestibular?

Investigamos quando os sintomas começaram, quanto tempo duram, quais posições provocam as crises e se existem sinais associados. Quando o quadro é compatível com VPPB, o fisioterapeuta capacitado pode realizar testes posicionais, como Dix-Hallpike e Roll Test.

Durante esses testes, observamos o movimento involuntário dos olhos, chamado nistagmo. Seu padrão ajuda a identificar o canal semicircular e o lado envolvidos, orientando a escolha da manobra mais adequada.

Como funciona o tratamento da VPPB?

Quando os testes confirmam um padrão compatível com VPPB, o tratamento geralmente envolve manobras de reposicionamento. São movimentos específicos da cabeça e do corpo que buscam deslocar os cristais para fora do canal acometido.

A manobra escolhida depende do canal, do mecanismo envolvido e das condições clínicas do paciente. Entre as técnicas utilizadas estão:

  • Epley: frequentemente indicada para VPPB do canal posterior.
  • Semont: alternativa para apresentações específicas do canal posterior.
  • Gufoni e Lempert: opções para determinadas formas de VPPB do canal horizontal.

Não existe uma única manobra que funcione para todos os casos. A escolha deve respeitar o diagnóstico, a mobilidade e a segurança de cada paciente.

O tratamento da VPPB realmente funciona?

Sim. As manobras de reposicionamento têm suporte científico consistente, especialmente para a VPPB do canal posterior. Em um ensaio clínico randomizado, a resolução da vertigem e do nistagmo após 24 horas ocorreu em 80% dos participantes tratados com Epley, em comparação com 10% no grupo de intervenção simulada. Revisões sistemáticas também demonstram resultados favoráveis à manobra.

A melhora pode acontecer rapidamente, inclusive após uma sessão, mas isso não é uma garantia. Dependendo do canal acometido, da recorrência e de outras condições associadas, pode ser necessário repetir a manobra ou reavaliar o diagnóstico.

E se o desequilíbrio continuar depois da manobra?

Algumas pessoas permanecem com instabilidade, medo de cair ou desconforto para movimentar a cabeça mesmo após a resolução da VPPB. Se a reavaliação identificar déficits funcionais, a reabilitação vestibular complementar pode incluir treino de equilíbrio, marcha, estabilização visual e retorno gradual às atividades.

Esses exercícios não são necessários para todos: a indicação depende do que for identificado na avaliação.

Quando procurar atendimento?

Se você apresenta vertigem repetida ao deitar, levantar ou virar na cama, uma avaliação específica ajuda a identificar a causa e selecionar o tratamento adequado. Evite realizar manobras encontradas na internet sem saber qual canal está envolvido ou se existe alguma contraindicação.

Atenção: tontura súbita acompanhada de fraqueza, dificuldade para falar, visão dupla, desmaio, perda importante da coordenação ou dor de cabeça súbita e intensa exige avaliação médica de urgência.

Recupere a segurança para se movimentar

Na Mokusô, buscamos compreender a origem dos seus sintomas e construir um tratamento individualizado com base nos achados da avaliação.

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Referências científicas

Von Brevern M, et al. Short-term efficacy of Epley’s manoeuvre: a double-blind randomised trial. 2006.
Hilton MP, Pinder DK. The Epley (canalith repositioning) manoeuvre for benign paroxysmal positional vertigo. Cochrane Database Syst Rev. 2014.
Bhattacharyya N, et al. Clinical Practice Guideline: Benign Paroxysmal Positional Vertigo (Update). 2017.

Dor que volta ou limita sua rotina

Quando a dor volta ou passa a limitar sono, trabalho e atividade física, buscar apenas alívio momentâneo pode deixar de lado os fatores que dificultam a recuperação. A avaliação relaciona sintomas, movimento, tolerância à carga e objetivos pessoais para planejar o cuidado. Entenda como transformar a melhora da dor em mais confiança para sua rotina.

Quando a dor começa a limitar sua vida

Não é só o lugar que dói.

É o treino que você evita, o sono que piora, o trabalho que pesa e a insegurança para se movimentar.

A avaliação começa entendendo o que você quer voltar a fazer.

Atendimento de fisioterapia Mokusô na Vila Mariana

Talvez você se reconheça aqui

Foi esse tipo de situação que mais apareceu nas respostas dos pacientes antes da primeira avaliação.

Melhora e depois volta

Você sente alívio por um tempo, mas o problema reaparece.

Treinar virou uma preocupação

Você reduz movimentos, carga ou frequência por medo de piorar.

Seu corpo vive tenso ou travado

Rigidez, peso e sensação de sobrecarga começam a fazer parte do dia.

A dor já mudou sua rotina

Dormir, trabalhar, dirigir, caminhar ou se exercitar ficou mais difícil.

O que apareceu na pré-avaliação

Entre 59 respostas recebidas pela Mokusô entre maio e setembro de 2026:

61%

relataram dificuldade para treinar ou se exercitar.

59%

disseram que a atividade física já havia sido afetada.

48%

disseram que a dor já estava atrapalhando a rotina.

Dados internos do formulário de pré-avaliação da clínica. Não representam pesquisa científica e não substituem avaliação individual.

Fisioterapia para dor e reabilitação na Clínica Mokusô, Vila Mariana

Melhorou, mas depois voltou?

Essa foi uma das frustrações mais comuns entre quem já havia tentado algum tratamento.

Por isso, a Mokusô não começa escolhendo uma técnica. Primeiro buscamos entender:

• como os sintomas se comportam
• o que piora e o que alivia
• quais movimentos e cargas fazem parte da sua rotina
• o que você já tentou
• o que precisa voltar a fazer com segurança

O que buscamos entender na avaliação

Uma avaliação individual para ligar seus sintomas à sua rotina, ao movimento e ao que você precisa recuperar.

1. O que você sente

Dor, rigidez, formigamento, travamentos e como os sintomas mudam ao longo do dia.

2. Como você se move

Movimentos limitados, tolerância a carga, força e tarefas que ficaram difíceis.

3. O contexto da sua rotina

Trabalho, tempo sentado, treino, sono, estresse e recuperação.

4. Onde você quer chegar

Voltar ao esporte, trabalhar, caminhar, dormir melhor ou se movimentar sem medo.

O que você quer recuperar?

O objetivo não precisa ser apenas “diminuir a dor”. Para muita gente, o que importa é voltar a viver com mais liberdade.

Voltar a treinar
Mover-se melhor
Dormir melhor
Trabalhar sem limitação
Voltar à rotina
Confiar no corpo
Reabilitação esportiva e treinamento na Clínica Mokusô, Vila Mariana

Comece entendendo o seu caso

Conte para a equipe o que está acontecendo e o que você gostaria de voltar a fazer. A partir daí, podemos orientar o próximo passo.

As informações desta página são educativas e não substituem avaliação clínica individual.

Fisioterapia para dor na coluna: como funciona uma avaliação?

Avaliar uma dor na coluna vai muito além de descobrir o local do incômodo: é preciso entender como os sintomas se comportam, o que os modifica e quais atividades estão limitadas. Esses achados orientam os testes e a escolha do tratamento. Conheça as etapas da avaliação e por que um plano individualizado começa pela sua história.

Uma avaliação de dor na coluna vai além de descobrir “onde dói”. O objetivo é entender como o problema se comporta, o que ele limita e quais fatores modificam os sintomas.

1. Entender sua história

Quando começou? A dor fica localizada ou se espalha? Existem formigamento ou dormência? O que piora ou melhora? Como estão trabalho, sono, treino e atividades do dia a dia? Essas respostas orientam os testes seguintes.

2. Avaliar movimento

Movimentos da coluna e de regiões relacionadas podem ser testados para observar amplitude, confiança e principalmente a resposta dos sintomas. Em alguns quadros, repetir determinado movimento modifica a localização ou intensidade da dor.

3. Investigar força e sistema nervoso quando necessário

Em sintomas irradiados, a avaliação pode incluir força, sensibilidade, testes neurodinâmicos e outros componentes do exame neurológico, conforme indicação.

4. Relacionar os achados aos seus objetivos

O tratamento de alguém que precisa voltar ao jiu-jítsu pode ser diferente daquele de quem precisa voltar a trabalhar oito horas sentado. O diagnóstico importa, mas a função e o objetivo também.

5. Construir a progressão

Recursos manuais podem ser utilizados quando indicados, mas o plano não termina na maca. Movimento, exercício e progressão de carga ajudam a recuperar capacidade e autonomia.

Conheça a página de Fisioterapia, Dor e Reabilitação da Mokusô.

Quer entender o que está acontecendo com sua coluna?

A avaliação é o ponto de partida para decidir o que realmente precisa ser tratado.

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Comece pelos seus sintomas

Se a dor desce pela perna, leia sobre dor ciática e dor irradiada. Se há formigamento no braço, veja a relação com a cervical.

Referências

Foster NE, et al. Prevention and treatment of low back pain: evidence, challenges, and promising directions. The Lancet. 2018;391:2368–2383.
Stochkendahl MJ, et al. National Clinical Guidelines for non-surgical treatment of patients with recent onset low back pain or lumbar radiculopathy. Eur Spine J. 2018;27:60–75.

Dor cervical e dor entre as escápulas: qual pode ser a relação?

Dor entre as escápulas pode estar relacionada à região cervical em alguns casos, mas também pode ter outras origens. A localização da dor, isoladamente, não identifica a estrutura responsável; movimentos, sintomas associados e sinais de alerta ajudam nessa investigação. Entenda quais padrões merecem atenção e quando uma avaliação da coluna faz sentido.

Dor entre as escápulas nem sempre começa exatamente onde é sentida. Em algumas pessoas, estruturas cervicais podem produzir dor percebida na região escapular; em outras, a origem pode ser local ou envolver a região torácica.

Como o pescoço pode influenciar a escápula?

Coluna cervical, cintura escapular e região torácica trabalham de forma integrada durante atividades como usar computador, dirigir, treinar e elevar os braços. Além disso, a dor pode ser referida para áreas próximas.

Quando pensar em participação neural?

Se a dor escapular acompanha sintomas que descem para braço ou mão, como formigamento, dormência, choque ou fraqueza, é importante avaliar também estruturas neurais e coluna cervical. Nessa situação, uma avaliação individual pode ajudar a reconhecer o comportamento do sintoma e diferenciar participação cervical, neural ou de estruturas locais.

Postura é a única culpada?

Não. Permanecer muito tempo em uma posição pode agravar sintomas em algumas pessoas, mas reduzir um quadro complexo a “má postura” costuma ser simplista. Capacidade física, carga, pausas, sono e sensibilidade também podem participar.

Se o comportamento dos sintomas aponta participação cervical, a fisioterapia para dor e reabilitação pode integrar avaliação da coluna, movimento, força e componentes neurais.

Pescoço e região entre as escápulas doendo juntos?

A avaliação ajuda a descobrir quais movimentos e regiões estão realmente relacionados ao sintoma.

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Veja também: formigamento no braço e sua relação com a cervical.

Referências

Cheng CH, et al. Exercise training for non-operative and post-operative patient with cervical radiculopathy. J Phys Ther Sci. 2015;27:3011–3018.
Liang L, et al. The effect of exercise on cervical radiculopathy: a systematic review and meta-analysis. Medicine. 2019.

Ressonância mostrou hérnia de disco. Preciso me preocupar?

Encontrar uma hérnia de disco na ressonância não significa, por si só, que ela explique sua dor nem que uma cirurgia seja necessária. O exame precisa ser interpretado junto com os sintomas, a função e a avaliação clínica. Entenda quais achados realmente ajudam nas decisões e por que a imagem é apenas uma parte da investigação.

“Minha ressonância mostrou uma hérnia. Minha coluna está ruim?” Essa é uma dúvida comum — e o laudo, sozinho, não responde.

Alteração na imagem não é sinônimo de dor

Estudos de imagem identificam alterações estruturais também em pessoas sem sintomas. Isso não torna o exame inútil; significa que ele precisa ser interpretado no contexto clínico.

Então para que serve a ressonância?

Ela pode fornecer informações anatômicas relevantes quando existe indicação. O erro é transformar qualquer achado em explicação automática para todos os sintomas.

O que precisa combinar?

Localização e comportamento da dor, força, sensibilidade, sinais neurológicos, história do quadro e resposta aos movimentos precisam ser relacionados ao achado de imagem.

Posso voltar a treinar?

O retorno depende mais do quadro clínico e da capacidade atual do que da palavra “hérnia” isoladamente. Em muitos casos, a reabilitação utiliza progressão de movimento e carga.

Quando o exame precisa ser relacionado ao que você sente e consegue fazer, a avaliação fisioterapêutica para dor e reabilitação ajuda a transformar o laudo em decisões funcionais, sem tratar a imagem isoladamente.

Recebeu um laudo e ficou preocupado?

Leve seus exames para uma avaliação e entenda o que realmente é relevante para o seu caso.

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Leia também: quando a hérnia de disco realmente causa dor.

Referências

Brinjikji W, et al. MRI Findings of Disc Degeneration are More Prevalent in Adults with Low Back Pain than in Asymptomatic Controls. AJNR. 2015;36:2394–2399.
Steffens D, et al. Do MRI findings identify patients with low back pain or sciatica who respond better to particular interventions? Eur Spine J. 2016.

Dor no glúteo que desce pela perna: nem sempre é “ciático”

A dor que começa no glúteo e se espalha pela perna nem sempre envolve o nervo ciático: músculos, articulações e raízes nervosas podem produzir padrões semelhantes. A direção da dor e os sintomas associados ajudam a diferenciar essas possibilidades. Entenda o que observar antes de escolher exercícios ou qualquer outra intervenção.

Dor no glúteo acompanhada de sintomas na coxa ou perna é frequentemente chamada de “ciático”. Só que localização não é diagnóstico. Estruturas da coluna, tecidos musculoesqueléticos e o próprio sistema nervoso podem produzir padrões parcialmente semelhantes.

O que diferencia os quadros?

O trajeto do sintoma, presença de formigamento ou dormência, alterações de força, posições que agravam e movimentos que centralizam ou espalham a dor fornecem pistas importantes.

A dor pode ser referida?

Sim. Tecidos musculoesqueléticos podem produzir dor percebida a certa distância da estrutura envolvida. Isso é diferente de afirmar que existe necessariamente uma compressão do nervo.

E se chegar ao pé?

Sintomas distais, especialmente associados a alterações neurológicas, aumentam a importância de examinar o sistema nervoso e a coluna. Ainda assim, o padrão completo precisa ser avaliado.

Como padrões parecidos podem ter origens diferentes, a escolha do tratamento depende da avaliação. Veja como a fisioterapia para dor e reabilitação relaciona sintomas, movimento e função.

A dor começou no glúteo e está descendo?

Identificar o padrão é mais útil do que tratar todos os casos como “ciático”.

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Entenda também o que é radiculopatia e as diferentes causas de dor que desce pela perna.

Referências

Stochkendahl MJ, et al. National Clinical Guidelines for non-surgical treatment of patients with recent onset low back pain or lumbar radiculopathy. Eur Spine J. 2018;27:60–75.
Hartvigsen J, et al. What low back pain is and why we need to pay attention. The Lancet. 2018.

Dor lombar: repouso ou exercício? O que a ciência mostra

Na maioria dos quadros comuns de dor lombar, permanecer ativo dentro do que é tolerável tende a ser mais útil do que repousar por períodos prolongados. Isso não significa ignorar a dor nem repetir exercícios que agravam o quadro; o movimento precisa ser ajustado à resposta individual. Descubra como encontrar um ponto de partida seguro para a recuperação.

Quando a lombar dói, a reação mais intuitiva pode ser parar de se movimentar. Em uma crise intensa, reduzir temporariamente atividades que agravam o quadro pode fazer sentido. Mas repouso prolongado raramente é a estratégia central de recuperação da dor lombar comum.

Movimento não significa ignorar a dor

Exercício terapêutico não é simplesmente “treinar mesmo doendo”. A escolha de movimentos, amplitude, carga e volume deve respeitar a resposta do paciente.

Existe um exercício perfeito para lombalgia?

Não existe um exercício único que funcione para todas as pessoas. O programa pode envolver mobilidade, exercícios direcionais, força, resistência e retorno gradual às atividades.

Por que exercício pode ajudar?

Além de recuperar capacidade física, o movimento progressivo pode aumentar confiança e tolerância às tarefas que antes provocavam receio ou sintomas. Em dor persistente, a reabilitação também considera como o sistema nervoso responde ao movimento.

Na Mokusô, exercício é integrado à fisioterapia e reabilitação conforme avaliação individual.

Não sabe o que pode ou não fazer com sua lombar?

Em vez de abandonar todo movimento, descubra quais movimentos e cargas fazem sentido para o seu momento.

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Leia também: por que a dor lombar pode voltar.

Referências

Foster NE, et al. Prevention and treatment of low back pain: evidence, challenges, and promising directions. The Lancet. 2018;391:2368–2383.
Hartvigsen J, et al. What low back pain is and why we need to pay attention. The Lancet. 2018.

Radiculopatia: o que é e quais são os principais sintomas?

A radiculopatia ocorre quando uma raiz nervosa está comprometida e pode provocar dor irradiada, formigamento, alterações da sensibilidade ou perda de força. Nem toda dor que se espalha, porém, é radiculopatia. Entenda como os sinais clínicos orientam a investigação e quais mudanças exigem avaliação com maior urgência.

Radiculopatia é uma condição em que uma raiz nervosa sofre comprometimento, podendo alterar dor, sensibilidade, reflexos ou força ao longo do território relacionado àquela raiz.

Quais são os sintomas?

Os sintomas variam. Podem incluir dor que se espalha para braço ou perna, formigamento, dormência, choque, queimação e fraqueza. Nem todos aparecem ao mesmo tempo.

Radiculopatia lombar

Quando envolve raízes lombares ou sacrais, os sintomas podem percorrer glúteo, coxa, perna e pé. É nesse contexto que muitas pessoas usam o termo “ciática”.

Radiculopatia cervical

Na região cervical, os sintomas podem se distribuir pela escápula, ombro, braço, antebraço e mão. Quando esse é o seu padrão, uma avaliação individual ajuda a observar como os sintomas respondem ao movimento e se existem sinais de comprometimento neural.

Como é avaliada?

O diagnóstico não depende apenas de uma imagem. História clínica, distribuição dos sintomas, força, sensibilidade, reflexos quando indicados e testes que modificam a resposta neural ajudam a construir o quadro.

Quando procurar ajuda rapidamente?

Fraqueza progressiva ou importante merece avaliação médica. Alterações urinárias/intestinais associadas a sintomas lombares e perda de sensibilidade na região íntima são sinais de urgência.

Quando não há sinais de urgência, o tratamento pode envolver educação, movimento e progressão de carga conforme os achados do exame. Entenda como a fisioterapia para dor e reabilitação é estruturada na Mokusô.

Dor irradiada, dormência ou perda de força?

Uma avaliação direcionada pode ajudar a diferenciar dor musculoesquelética de comprometimento neural.

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Leia: dor que desce pela perna e formigamento no braço e cervical.

Referências

Stochkendahl MJ, et al. National Clinical Guidelines for non-surgical treatment of patients with recent onset low back pain or lumbar radiculopathy. Eur Spine J. 2018;27:60–75.
Liang L, et al. The effect of exercise on cervical radiculopathy: a systematic review and meta-analysis. Medicine. 2019.